Seleção e tradução de Júlio Marques Mota
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Texto 43 – Martin Wolf: Sobre Thomas Mann e a sua “A Montanha Mágica”
Publicado por
em 17 de Julho de 2025 (original aqui)
O liberalismo progressista e reformista mais uma vez à beira do abismo. A revisitação de A Montanha Mágica de Thomas Mann numa era de renascimento autoritário. Ou: porque é que Martin Wolf considera A Montanha Mágica, com Hans Castorp dividido entre Ludovico Settembrini e Leo Naphta, entre Clavdia Chauchat e Mynheer Peeperkorn, o romance mais revelador do século XX — e porque é que ele talvez tenha muito provavelmente razão.
Concordância muito forte:
A conversa entre Martin Wolf e o prémio Nobel Krugman sobre as elevadas expectativas da IA e a realidade (aqui e aqui)
“O romance mais importante do século XX, ou pelo menos o mais revelador… é A Montanha Mágica, de Thomas Mann. O núcleo do livro era a efervescência intelectual em curso na primeira metade do século XX, entre o humanismo liberal, civilizado, respeitável e antiquado, encarnado, neste caso, na figura de um homem chamado Settembrini, que defendia o tipo de ideias que eu sustento — e que começo a sentir que são igualmente antiquadas. E, por outro lado, Naphta, que é um revolucionário marxista. Mas, na verdade, quando você o confronta, ele acaba por se revelar muito semelhante aos revolucionários da extrema-direita…A diferença entre Hitler e Stalin mostrou-se bastante pequena quando tudo foi posto na balança…
Mann apresenta a ideia de que a Primeira Guerra Mundial foi o início da destruição que se seguiu a isso. Foi escrito durante a guerra e publicado logo depois. Portanto, é extraordinário como um livro — um romance, publicado há mais de cem anos — pode ser tão brilhante em descrever o tipo de coisas que estamos agora a ver e os desafios que vemos hoje entre pessoas um pouco frágeis, de tipo liberal e humanista e pessoas que são autoritários apaixonados…
Tive a sorte de levar A Montanha Mágica na minha mochila durante minha viagem de verão de 1982 à Europa, logo após a seguir a ter-me licenciado, e de lê-lo, relê-lo e depois re-relê-lo — ou seja, lê-lo pela terceira vez — nos trens intermunicipais do Eurail naquele verão. Foi o melhor livro que já li. E, no entanto, de alguma forma, nunca consegui voltar a envolver-me com ele. E já tentei talvez quatro vezes nesses 43 anos desde então. Mais uma prova de que a leitura profunda e ativa é, de facto — mesmo para aqueles que são os mais extremamente habilidosos e bem treinados profissionalmente nisso — um processo incerto, contingente, misterioso e quase mágico.
Algumas pessoas recomendam o audiolivro. Talvez eu tente isso da próxima vez.
O próprio Mann, olhando retrospetivamente em 1953:
Thomas Mann: A criação de A Montanha Mágica:
“Retomo algo de que falei antes: o mistério do elemento tempo, tratado de diversas maneiras no livro. É, em duplo sentido, um romance do tempo. Primeiro, em sentido histórico, na medida em que busca apresentar o significado interior de uma época, o período pré-guerra da história europeia. E, em segundo lugar, porque o tempo é um dos seus temas… como parte da experiência do herói, mas também em si mesmo e através de si mesmo. O livro… retrata o encantamento hermético do seu jovem herói dentro do intemporal… [e] tenta dar presença completa, em qualquer momento dado, a todo o mundo de ideias que abarca… estabelecer um nunc stans mágico… Mas as suas pretensões são ainda mais amplas, pois o livro trata de outro tema fundamental, o da ‘intensificação’, elevação (Steigerung). Esta Steigerung é sempre referida como alquimista … O livro, então, tanto espacial quanto intelectualmente, ultrapassou os limites que o seu autor havia estabelecido. O conto tornou-se um imenso romance em dois volumes…
Qual é o tema de A Montanha Mágica? É o significado interior — enquanto durou — da Belle Époque pré-Primeira Guerra Mundial, que podemos datar de 1849 a 1913.
Na sua essência, A Montanha Mágica é um “romance de ideias”. Tomando como pano de fundo um sanatório suíço antes da Primeira Guerra Mundial, ele encena debates entre personagens que representam visões do mundo conflitantes — humanismo liberal, radicalismo revolucionário, racionalismo, misticismo e outros. O protagonista, Hans Castorp, é exposto a essas ideologias em choque, que refletem o fervor intelectual da Europa do início do século XX. O livro não apenas apresenta essas ideias; ele dramatiza tanto o seu fascínio quanto os seus perigos, mostrando como as linhas entre esquerda e direita, progresso e reação se podem confundir facilmente. Isso faz do romance um microcosmo das crises mais amplas em que logo a seguir a Europa se iria envolver.
Na sua essência, A Montanha Mágica é uma parábola sobre a irracionalidade do conflito ideológico, as seduções do extremismo e a fragilidade dos valores liberais.
No fundo, A Montanha Mágica é um romance iniciático, de desenvolvimento pessoal e de transformação do protagonista. A jornada de Hans Castorp não é apenas física, mas também espiritual e intelectual. Ele chega como um jovem ingénuo e é transformado pelos seus encontros com a doença, o amor, a morte e as grandes questões da existência. O romance sugere que a verdadeira educação não consiste em conhecer factos, mas em lidar com a ambiguidade, a mortalidade e os limites da razão.
No fundo, A Montanha Mágica é um romance sobre como encontrar — ou deixar de encontrar — o sentido em uma vida vivida à sombra da morte inevitável. E sobre como viver com a incerteza, como equilibrar progresso e tradição, como estar verdadeiramente vivo e o que isso pode significar.
No essencial, A Montanha Mágica é um lobo modernista disfarçado de ovelha da narrativa tradicional. Mann entrelaça realismo, ironia e simbolismo, criando um texto que é ao mesmo tempo acessível e infinitamente interpretável. As coisas são o que parecem ser. E, novamente, não são o que parecem ser. O sanatório em si torna-se uma metáfora para a Europa à beira da catástrofe. Os debates dos personagens ecoam as ansiedades de um mundo que enfrenta o colapso das antigas certezas.
Pensei durante muito tempo que deveria ter feito um trabalho melhor do que fiz em Slouching Towards Utopia ao apresentar as razões pelas quais a Belle Époque colapsou em 1914 e que poderíamos datar o seu início a partir de 1849. Foi a época do Progresso Liberal, com P maiúsculo e L maiúsculo. Como John Maynard Keynes escreveu imediatamente após o seu fim (1919, The Economic Consequences of the Peace – original aqui):
‘Após 1870… rendimentos proporcionais maiores de uma escala de produção crescente tornaram-se verdadeiros tanto na agricultura como na indústria… Mais emigrantes… para cultivar a terra… mais operários… na Europa para preparar os produtos industriais e bens de capital… para sustentar os emigrantes… e para construir ferrovias e navios… os recursos da África tropical… e um grande comércio de sementes oleaginosas…Foi neste Eldorado económico… que a maioria de nós foi criada… Que episódio extraordinário no progresso económico da humanidade foi aquela época que chegou ao fim em agosto de 1914!…’
Para as classes médias e altas… a vida oferecia, a baixo custo e com o mínimo de esforço, conveniências, confortos e facilidades de vida que estavam para além do alcance dos mais ricos e poderosos monarcas de outras épocas… [e] consideravam esse estado de coisas como normal, certo e permanente, exceto na direção de melhorias adicionais, e qualquer desvio desse padrão seria considerado como aberrante, escandaloso e evitável.
Os projetos e políticas de militarismo e imperialismo, das rivalidades raciais e culturais, dos monopólios, restrições e exclusões, que viriam a atuar como a serpente nesse paraíso, eram pouco mais do que os entretenimentos do seu jornal diário, e pareciam exercer quase nenhuma influência sobre o curso habitual da vida social e económica…
Talvez o ponto de partida sejam as consequências das Revoluções fracassadas de 1848.
Foi então que os reacionários europeus tiveram uma perceção sóbria: a velha ordem não podia ser simplesmente preservada por meio da repressão ou da inércia. A famosa observação de Tancredi em O Leopardo, de que “é preciso que algo mude para que tudo fique na mesma”, captura a atitude paradoxal da elite conservadora. Eles reconheceram que, para manter os seus privilégios e autoridade, seria necessário adaptar-se, pelo menos superficialmente, às crescentes exigências para um governo constitucional, liberdades civis e modernização económica.
O semiliberalismo pseudo-clássico que emergiu não foi tanto uma adoção de princípios de ideais liberais, mas sim uma concessão pragmática às novas realidades da política de massas e da industrialização. Em lugares como a Prússia e a Áustria, isso significou conceder parlamentos e sufrágio limitados, ao mesmo tempo que se garantia que o poder real permanecesse concentrado na aristocracia e na monarquia. O resultado foi um emaranhado de reformas que apaziguava algumas exigências por progresso sem realmente democratizar a sociedade — um ato de equilíbrio que se provaria cada vez mais precário ao longo do século.
O semi-liberalismo pseudo-clássico direcionou-se para uma ordem em que a máxima dominante era: “o mercado dá, o mercado tira; bendito seja o nome do mercado”. Somente a aceitação dessa máxima permitiria a coordenação da sociedade numa divisão de trabalho próspera, na qual todos poderiam esperar que os seus filhos ou netos tivessem o suficiente. E, se você manipulasse a distribuição de propriedade em favor daqueles que preferisse, poderia usar essa máxima para administrar o tipo de sociedade de dominação que uma elite desejaria, e fazê-lo de forma económica, já que a desigualdade e a exploração substanciais eram mascaradas pelo falso aspeto de direitos civis, sociais e económicos iguais e de relações de troca voluntárias justa.
Mas aceitar que o mercado dá e o mercado tira: bendito seja o nome do mercado realmente teria exigido a fé e a paciência de um Job bíblico. Em vez daquela Antiga Ordem (que, em Slouching, eu associei a Friedrich von Hayek), a sociedade só poderia funcionar se, de alguma forma, fosse construída uma Nova Ordem (que, em Slouching, eu associei a Karl Polanyi): como todas as instituições feitas para os humanos, o mercado foi feito para o homem, e não o homem para o mercado. Mas como exatamente? E como levar a sociedade ao seu Bom Lugar, ou a um dos seus Bons Lugares?
De 1849 a 1914, à medida que a ordem semi-liberal pseudo-clássica crescia, equilibrar os interesses da aristocracia, da plutocracia, das classes médias e das classes trabalhadoras tornou-se um desafio central, enquanto a economia europeia começava a passar pelas transformações drásticas associadas ao que Joseph Schumpeter mais tarde chamou de “destruição criativa”, já que a chegada da Era do Vapor, lenta para nós, mas eles achavam rápida, reconfigurava as hierarquias sociais tradicionais, criando novas fortunas, novas classes e novos centros urbanos. A elite dominante procurava manter autoridade, riqueza e estabilidade compartilhando riqueza e distribuindo poder para forjar alianças instáveis: proprietários de terras poderiam apoiar tarifas protecionistas para agradar os industrialistas, enquanto liberais da classe média eram conquistados com promessas de igualdade legal e direitos de propriedade.
Entretanto, a crescente classe trabalhadora era alternadamente reprimida e cooptada, com reformas como a extensão do direito de voto ou a criação de sistemas de segurança social. O surgimento dessas novas coligações de classe não se deu através de um consenso harmonioso, mas por meio de constante negociação e conflito latentes, cujos ecos se repercutiriam ao longo do final do século XIX e início do século XX.
O período de 1770 a 1870 já havia sido uma época de extraordinária agitação social e económica. Os dois choques das Revoluções Americana e Francesa, seguidos pelas Guerras Napoleónicas, desestabilizaram a antiga ordem europeia. A subsequente disseminação do capitalismo industrial introduziu novas tecnologias — motores a vapor, caminhos-de-ferro, telégrafos — que transformaram tanto a produção quanto a vida quotidiana. O crescimento populacional, a urbanização e a ascensão de uma população letrada exerceram pressão sem precedentes sobre as instituições tradicionais. O tecido social foi levado ao limite por ondas de migração do campo para a cidade e pelo surgimento de uma nova burguesia autoconfiante. Em meados do século XIX, os contornos da sociedade moderna já eram visíveis, mas os mecanismos para lidar com as suas tensões permaneciam rudimentares, na melhor das hipóteses.
Após 1870, no entanto, o ritmo das mudanças acelerou dramaticamente. A chamada Segunda Revolução Industrial trouxe à tona a eletricidade, o aço, os produtos químicos e a produção em massa. Essas inovações não apenas aumentaram a prosperidade geral, mas também intensificaram a volatilidade, à medida que indústrias estabelecidas se tornavam obsoletas e novos centros de poder económico surgiam quase da noite para o dia. A instabilidade resultante não era apenas económica, mas também política e social: as antigas elites eram ameaçadas por capitalistas emergentes, enquanto os trabalhadores se viam à mercê de ciclos de expansão e recessão e dos caprichos dos mercados globais. A rápida expansão do imperialismo — a “corrida para a África” da Europa e a partilha da Ásia — foi, em parte, uma tentativa de exportar tensões internas para o exterior. Ainda assim, esses esforços apenas adiaram o ajuste de contas, já que a interconexão da economia mundial tornava as crises mais difíceis de conter e os seus efeitos mais abrangentes.
O sentimento resultante de insegurança e injustiça alimentou o crescimento de ideologias radicais — socialismo, anarquismo e, eventualmente, fascismo — em que cada um destes ismos prometia varrer completamente a velha ordem. O colapso da Belle Époque em 1914 foi menos uma catástrofe súbita do que o culminar de décadas de tensões crescentes e reformas insuficientes.
Como então, é também assim, agora. E, portanto, A Montanha Mágica continua pelo menos tão relevante quanto sempre foi, e mais relevante do que era para o mundo de 1945 a 2015.
Os debates sobre o equilíbrio adequado entre mercados e coesão social, entre inovação e estabilidade, permanecem centrais na política contemporânea. A tensão entre “o mercado dá, o mercado tira; bendito seja o nome do mercado”, e “o mercado foi feito para o homem, não o homem para o mercado” aparece tão crítica, grave e perigosa agora quanto o era então. O extraordinário progresso material do século XX foi acompanhado pelas piores tiranias e derramamentos de sangue da história humana, um lembrete de que o avanço tecnológico por si só não garante o florescimento humano. Os chamados “Trinta Anos Gloriosos” após a Segunda Guerra Mundial — marcados por crescimento rápido, baixa desigualdade e expansão dos Estados-Providência — foram a exceção, não a regra. A sua passagem deixou as sociedades em busca de novas formas de combinar crescimento com equidade, uma tarefa tornada ainda mais urgente pelos desafios contínuos da globalização, automatização e crise ambiental.
A lição central dos últimos 150 anos, penso eu, é que a gestão da destruição criativa — tecnológica, económica e social — continua a ser o desafio definidor de qualquer sociedade que espere evitar tanto a estagnação quanto a catástrofe. E, no fundo, A Montanha Mágica trata de um grupo de pessoas encantadas situadas no topo de uma, bem, de uma montanha mágica — pessoas que não têm muito mais que fazer para além de pensar sobre como agirão quando, e se, aquilo que as mantém enfeitiçadas se desfizer e elas retornarem ao mundo dos de […en bas].
Thomas Mann termina então A Montanha Magica (1924, ver aqui) com Hans Castorp em meados da Primeira Grande Guerra:
[… O nosso amigo foi ferido? Durante um momento, ele mesmo acreditou que sim. Um grande torrão batera-lhe na canela, doía, mas era ridículo!… ] Ele levanta-se, coxeia e tropeça em pés carregados de lama, cantando inconscientemente:
E todos os seus ramos se agitavam
Como se estivessem a chamar por mim
E assim, no tumulto, na chuva, no crepúsculo, perdemo-lo de vista
Adeus, Hans Castorp, fiel menino mimado da vida! A tua história terminou. Acabámos de contá-la. Não foi nem breve em diversão nem longa em tédio, foi uma história hermética. Contámo-la por amor a ela mesma, não por amor a ti, porque tu eras um simples sujeito. Mas, afinal, era a tua história, como te coube em sorte. Deves ter certas qualidades porque a viveste, não dissimulamos a simpatia pedagógica que, ao narrá-la, nutrimos por ti, e que seria capaz de induzir-nos a tocar delicadamente o canto de um olho com a ponta do dedo, ao pensar que nunca mais tornaremos a ver-te nem ouvir-te.
Adeus Hans- quer vivas ou fiques onde estás! Tens poucas probabilidades. Este baile macabro a que foste arrastado durará ainda alguns anos criminosos e não queremos apostar muita coisa na tua possibilidade de escapar. Para falar com franqueza, não sentimos grandes escrúpulos ao deixar esta questão sem resposta.
Certas aventuras da carne e do espírito, que educaram a tua simplicidade permitiram-te vencer no domínio do espírito aquilo a que não escaparás certamente no domínio da carne. Momentos houve em que nos sonhos que tu «governavas», viste brotar da morte e da luxúria do corpo um sonho de amor. Será que dessa festa da morte, dessa perniciosa febre que incendeia à nossa volta o Céu desta noite chuvosa, também o amor surgirá um dia?
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Referências:
- DeLong, J. Bradford. 2022. Slouching Toward Utopia: The Economic History of the Long 20th Century. New York: Basic Books. <https://www.hachettebookgroup.com/titles/j-bradford-delong/slouching-towards-utopia/9780465019595/>.
- Keynes, John Maynard. 1919. The Economic Consequences of the Peace. London: MacMillan. <https://www.gutenberg.org/files/15776/15776-h/15776-h.htm>.
- King James Bible. 1769. The Book of Job (Sefer Iyov). London: Oxford University Press. <https://www.kingjamesbibleonline.org/Job-Chapter-1/>.
- King James Bible. 1769. The Gospel According to Matthew (Evangelion kata Matthaion). London: Oxford University Press. <https://www.kingjamesbibleonline.org/Matthew-Chapter-1/>.
- Lampedusa, Giuseppe Tomasi di. 1958. The Leopard. Translated by Archibald Colquhoun. New York: Pantheon Books. <https://www.penguinrandomhouse.com/books/96424/the-leopard-by-giuseppe-tomasi-di-lampedusa-translated-by-archibald-colquhoun/>.
- Mann, Thomas. 1924. The Magic Mountain. Berlin: S. Fischer Verlag,<https://archive.org/details/magicmountain00mann/>
- Mann. Thomas. 1953. “The Making of The Magic Mountain”. Atlantic, January. <https://www.theatlantic.com/magazine/archive/1953/01/the-making-of-the-magic-mountain/306651/>
- Wolf, Martin. 2025. “The Wolf-Krugman Exchange IV: AI Hype vs. Reality”. Financial Times, June 24. <https://www.ft.com/content/a8875a4c-759d-4ac3-bdbb-c48c7f7be73f>.
O autor: O autor: J. Bradford DeLong [1960- ] é Professor de Economia na Universidade da Califórnia em Berkeley e investigador associado no National Bureau of Economic Research. Foi Secretário Adjunto do Tesouro dos EUA durante a Administração Clinton, onde esteve fortemente envolvido em negociações orçamentais e comerciais. O seu papel na concepção do plano de salvamento do México durante a crise do peso de 1994 colocou-o na vanguarda da transformação da América Latina numa região de economias abertas, e cimentou a sua estatura como uma voz de liderança nos debates de política económica. É licenciado em Economia pela universidade de Harvard. É doutorado pela mesma universidade. (para mais info ver wikipedia aqui)




